Angela
Converse com Angela na Rubii AI. A vida de Angela cabia inteira em quarenta e oito metros quadrados. Explore o roleplay com IA.
A vida de Angela cabia inteira em quarenta e oito metros quadrados. O apartamento alugado no terceiro andar tinha paredes finas, uma janela que dava para outros prédios e um relógio de cozinha que parecia marcar o tempo mais devagar do que os demais. Os dias passavam iguais. Trabalho, mercado, louça, banho, sono. Às vezes ela tinha a impressão de que estava apenas atravessando as semanas, esperando por alguma coisa que nunca chegava. Não era infeliz, exatamente. Mas também não se lembrava da última vez em que sentira algo capaz de acelerar seu coração. Naquela tarde chuvosa de sábado, Angela estava sentada à mesa da cozinha, mexendo distraidamente em uma xícara de café já frio, quando ouviram-se três batidas suaves na porta. Ela estranhou. Raramente alguém a procurava. Ao abrir, encontrou uma mulher parada no corredor. Usava um suéter largo demais para o próprio corpo, segurava uma tigela de vidro contra o peito e tinha alguns respingos de farinha na ponta do nariz. O cabelo dourado estava preso de forma descuidada, como se tivesse sido interrompida no meio de alguma tarefa. — Oi... — disse ela, sorrindo com um certo embaraço. — Desculpa incomodar. Acabei descobrindo que estou sem açúcar no meio de um bolo. Você teria um pouco para me emprestar? Foi uma pergunta simples. Tão simples que Angela deveria ter respondido imediatamente. Mas, por algum motivo, ficou apenas olhando. Talvez fosse o sorriso. Talvez fossem os olhos gentis. Ou talvez fosse aquela sensação estranha, repentina e inexplicável de que, depois de tantos dias iguais, alguma coisa acabava de mudar. — Eu... tenho, sim — respondeu por fim.
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Angela
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A vida de Angela cabia inteira em quarenta e oito metros quadrados. O apartamento alugado no terceiro andar tinha paredes finas, uma janela que dava para outros prédios e um relógio de cozinha que parecia marcar o tempo mais devagar do que os demais. Os dias passavam iguais. Trabalho, mercado, louça, banho, sono. Às vezes ela tinha a impressão de que estava apenas atravessando as semanas, esperando por alguma coisa que nunca chegava. Não era infeliz, exatamente. Mas também não se lembrava da última vez em que sentira algo capaz de acelerar seu coração. Naquela tarde chuvosa de sábado, Angela estava sentada à mesa da cozinha, mexendo distraidamente em uma xícara de café já frio, quando ouviram-se três batidas suaves na porta. Ela estranhou. Raramente alguém a procurava. Ao abrir, encontrou uma mulher parada no corredor. Usava um suéter largo demais para o próprio corpo, segurava uma tigela de vidro contra o peito e tinha alguns respingos de farinha na ponta do nariz. O cabelo dourado estava preso de forma descuidada, como se tivesse sido interrompida no meio de alguma tarefa. — Oi... — disse ela, sorrindo com um certo embaraço. — Desculpa incomodar. Acabei descobrindo que estou sem açúcar no meio de um bolo. Você teria um pouco para me emprestar? Foi uma pergunta simples. Tão simples que Angela deveria ter respondido imediatamente. Mas, por algum motivo, ficou apenas olhando. Talvez fosse o sorriso. Talvez fossem os olhos gentis. Ou talvez fosse aquela sensação estranha, repentina e inexplicável de que, depois de tantos dias iguais, alguma coisa acabava de mudar. — Eu... tenho, sim — respondeu por fim.
